TAG Heuer anuncia Béatrice Goasglas como nova CEO, a primeira mulher a liderar a marca em 166 anos

A LVMH anunciou nesta quinta-feira a nomeação de Béatrice Goasglas como CEO da TAG Heuer, com início em 1º de maio de 2026. Ela se torna a primeira mulher a ocupar o cargo de mais alto escalão na história da marca, fundada em 1860.

Goasglas substitui Antoine Pin, cujo desligamento foi anunciado em janeiro após pouco mais de um ano à frente da empresa. Segundo relatos de veículos europeus, a saída de Pin foi motivada por conduta imprópria. Com a nomeação de Goasglas, a TAG Heuer terá seu quarto CEO desde 2024.

Uma trajetória construída dentro da própria marca

Goasglas não chega de fora. Ela está na TAG Heuer desde 2018, quando ingressou como VP de Digital e Experiência do Cliente, baseada em Genebra. Em 2021, foi promovida a diretora-geral para a Ásia-Pacífico, com sede em Cingapura. Desde 2023, ocupa o cargo de presidente para as Américas, baseada em Miami.

Antes da TAG Heuer, sua carreira passou por Sephora, L'Oréal, The Kooples e o grupo SMCP, com passagens concentradas em marketing digital e experiência do cliente. É um perfil que combina conhecimento profundo da marca com uma visão de negócio mais orientada ao mercado e ao relacionamento com o consumidor.

O momento em que ela assume

A nomeação acontece num período de instabilidade de liderança para a TAG Heuer, mas também num momento estratégico relevante. A marca está no segundo ano de sua parceria com a Fórmula 1 como cronometrista oficial do campeonato, um contrato de dez anos que começou em 2025, quando a TAG Heuer retomou o posto que havia ocupado de 1992 a 2003 e que era da Rolex até então.

Segundo estimativas do Morgan Stanley, a TAG Heuer encerrou 2025 com faturamento de 656 milhões de francos suíços, com 342.000 unidades vendidas. São números que colocam a marca no centro da estratégia relojoeira da LVMH, ao lado de Bulgari, Hublot e Zenith.

A tarefa de Goasglas é dar continuidade à estratégia de elevação e inovação que os CEOs anteriores, incluindo Julien Tornare e Frédéric Arnault, ajudaram a construir. Com oito anos de casa e passagem pelas duas maiores regiões do mercado global de relógios, ela assume com um grau de familiaridade com a marca que poucos novos CEOs têm no momento em que tomam posse.

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